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sábado, 30 de agosto de 2025

Fotógrafo registra cena comovente após tiroteio nos Estados Unidos

agosto 30, 2025 | por Resumo Fotográfico



Na última quarta-feira (27), o fotógrafo Richard Tsong-Taatarii capturou um momento poderoso e comovente: uma mãe correndo descalça, enquanto procura seu filho após um tiroteio que aconteceu durante a missa que marcava a primeira semana de aula em uma escola católica em Minneapolis, Estados Unidos. Uma criança de 8 anos e uma de 10 anos foram mortas e várias outras ficaram feridas. O atirador se matou.

A imagem fala muito sobre medo, amor e o custo humano da violência: "Tirei a foto enquanto os pais ainda estavam correndo para a escola para verificar o estado dos filhos. Vi uma mãe correndo", contou o fotógrafo ao Today.com. "Ela não conseguia correr rápido o suficiente com as sandálias. Eu sentia o desespero dela para chegar até a filha. Ela fez a única coisa sensata e tirou os sapatos. Acho que seu instinto de mãe ursa entrou em ação."

terça-feira, 13 de junho de 2023

As manifestações de 2013 por Gabriela Biló

junho 13, 2023 | por Resumo Fotográfico

Há 10 anos, no dia 13 de junho de 2013, mais de cinco mil pessoas se reuniram para manifestar contra o aumento das passagens do transporte público na cidade de São Paulo. O ato ocupou algumas das principais vias da capital paulista e os manifestantes foram recebidos com uma forte repressão da Polícia Militar. A violência empregada pela Polícia e a insatisfação com o governo impulsionaram uma onda de protestos que tomaram também as capitais de outros estados.

Nesta terça-feira (13), a fotojornalista Gabriela Biló - que na época trabalhava para o Estadão - postou em sua conta no Twitter uma série de fotografias tiradas durante as manifestações: "Esperei 13 de junho para postar algumas das minhas fotos das manifestações de 2013. Um dia simbólico por ter ficado conhecido como a repressão mais violenta de SP". Veja algumas delas:





















Para ver mais fotos, acesse o post no Twitter.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Fotografia de Lula com vidro quebrado gera debate na internet

janeiro 20, 2023 | por Resumo Fotográfico



A fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estampou a capa da edição impressa do jornal Folha de S.Paulo de quinta-feira (19) gerou um intenso debate nas redes sociais. Na imagem, Lula aparece de cabeça baixa, sorrindo e ajeitando a gravata, atrás de um vidro trincado. Trata-se de uma fotografia tirada usando a técnica de múltipla exposição, com a imagem de uma das vidraças quebradas durante os ataques em Brasília, no dia 8 de janeiro.

A dupla ou múltipla exposição é uma técnica fotográfica na qual o mesmo fotograma é exposto duas ou mais vezes. Essa sobreposição de imagens é feita na própria câmera, sem na necessidade de um software de edição. A combinação das duas imagens capturadas gera uma terceira fotografia, em que o conteúdo sobreposto ganha um novo significado. Nesse caso, a foto de Lula ajeitando a gravata se juntou com outra do vidro do Palácio do Planalto trincado.

A imagem gerou uma intensa discussão nas redes sociais, tanto sobre o sentido e contexto da composição da imagem quanto sobre a técnica utilizada no fotojornalismo. “Um eufemismo, em tempos de pós-verdade, para definir a manipulação da informação. Isso não é jornalismo. Isso é uma perversa adulteração da realidade”, escreveu Lira Neto em sua conta no Twitter, referindo-se a técnica de múltipla exposição, como está descrita na legenda da foto no jornal.

Já o quadrinista e ilustrador Orlandeli fez uma interpretação diferente: “Na minha leitura mostra bem o cenário. Alguém visado, sendo alvo, querem derrubar… mas, continua lá. A expressão tranquila, ajeitando a gravata… passa até um ar de maturidade diante de todo esse ruído. Conhece o jogo. Uma imagem cheia de contrastes”, escreveu o artista em seu Twitter.



A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota repudiando o uso da fotografia: “É lamentável que o jornal Folha de S.Paulo tenha produzido e veiculado uma imagem não jornalística sugerindo violência contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no contexto dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Trata-se de uma montagem, por não retratar nenhum momento que tenha acontecido”, diz o texto do governo.

A Associação Brasileira de Imprensa divulgou uma nota, intitulada “Fotomontagem na capa da Folha é um atentado ao jornalismo”. O texto afirma que a fotógrafa usou da tecnologia para “produzir uma realidade criada a partir de uma foto que escapa ao princípio da captura do instante, compromisso consagrado no exercício da profissão que tem a responsabilidade de informar a sociedade com o registro imagético dos acontecimentos como de fato se dão”.

Diante da repercussão, a fotojornalista Gabriela Biló, autora da imagem, se pronunciou sobre o assunto em seu perfil no Twitter. “Tem quem veja morte, tem quem veja resistência, só um trincado, tem quem veja um sorriso atrás […] não vou dizer o que você tem que ver”, disse Biló. “Fotojornalismo não é feito para agradar”, completou. “Essa só é a forma como eu vejo o mundo. Você pode ter o seu olhar, discordar do meu, tudo bem, o mundo é plural.”

Em publicação para a coluna Folha por Folha, a fotógrafa detalhou como a imagem foi feita e se posicionou em relação ao conceito é técnica utilizada. “Apontei a câmera para os trincos do Palácio e depois para o presidente que estava no andar de baixo. Esperei. Esperei por uma expressão que simbolizasse aquilo que eu estava lendo: o Palácio resiste.”

“A foto única trouxe sentimentos ambíguos e leituras diferentes; a meu ver, todos válidos. Há quem veja um presidente derrotado e morto, vítima da violência, há quem veja um poder inabalável, reconstrução, blindagem, resistência, entre muitas outras interpretações.”

“Como autora da foto, não vou dizer o que as pessoas têm que sentir, respeito como a foto chegou a quem viu violência. Mas a verdade não é uma só. Como a autora da foto, aceito as críticas. Ninguém é obrigado a ver o mundo da mesma forma que eu.”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Fotojornalistas são agredidos e roubados durante ataques em Brasília

janeiro 09, 2023 | por Resumo Fotográfico


Evaristo Sá / AFP

Profissionais da imprensa foram agredidos e tiveram seus instrumentos de trabalho roubados durante os ataques cometidos por terroristas, que invadiram o Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, neste domingo. O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal informou que ao menos 12 profissionais, entre eles repórteres e fotógrafos, foram vítimas de atos criminosos. Alguns deles disseram que não tiveram apoio da Polícia Militar do Estado. As informações são do jornal O Dia.

Entre os casos informados pelo Sindicato, em nota, está o de um repórter do jornal "O Tempo". O jornalista foi agredido por criminosos que chegaram a apontar duas armas de fogo para ele, dentro do Congresso Nacional. O profissional disse que procurou ajuda, mas os policiais militares se recusaram. Um técnico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi quem o socorreu.

Outro é de uma jornalista e analista política do portal "Brasil 247" que foi ameaçada, perseguida e agredida pelos terroristas. Ela teve de apagar os registros feitos no celular. Ao pedir auxílio da Polícia Militar, teve como resposta um fuzil apontado em sua direção. Ela afirmou que só saiu sem ser linchada porque teve ajuda de uma pessoa que participava do ato. Já uma repórter da "Rádio Jovem Pan" foi xingada e seguida enquanto deixava a região da Esplanada dos Ministérios. Um homem tentou abrir a porta do carro da jornalista e apontou uma arma para ela.

Uma fotógrafa do "Metrópoles" também sofreu violência durante a manifestação. Ao site, ela afirmou que foi agredida por cerca de dez homens após dizer que trabalhava na imprensa. "Se juntaram ao meu redor gritando e xingando. Tentei sair de lá, mas me deram socos na barriga e pegaram meus equipamentos enquanto me chutavam”, explicou a profissional, que teve sua identidade preservada, e sofreu apenas escoriações leves nos braços e nas pernas. A fotógrafa ainda disse que teve o celular e o cartão de memória da câmera roubados.

Ainda segundo o Sindicato, uma correspondente do jornal "The Washington Post" foi agredida com chutes e derrubada no chão. Ela teve o material de trabalho roubado. Um repórter do jornal "O Globo" testemunhou a agressão e recorreu à equipe do Ministério da Defesa, que ajudou a jornalista. A repórter da "Agência Anadolu", da Turquia, levou tapas no rosto. Um jornalista da "Agência France Press" também teve o equipamento roubado e foi agredido.

O fotógrafo do portal Poder360° também foi vítima de agressão. O fotógrafo da "Folha" teve seu instrumento de trabalho roubado, assim como o profissional da "Agência Reuters". Já um jornalista da "Agência Brasil" teve o crachá puxado pelas costas, enquanto registrava a destruição. Ele ficou com escoriações no pescoço.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Exposição alerta para as consequências da devastação florestal

maio 20, 2022 | por Resumo Fotográfico

Bruno Kelly

Nesta sexta-feira (20), a partir das 19h, a Odisseia Casa de Cultura recebe a exposição “Turi”. Realizada pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (ARFOC-SP), a mostra reúne fotografias e vídeos produzidos por 24 de seus associados sobre focos de incêndios florestais no país em diferentes épocas.

“Turi”, fogo em tupi-guarani, é um projeto desenvolvido pela diretoria da entidade em 2021 que continua atual à medida que o meio ambiente está cada dia mais sendo devastado. Essa é uma oportunidade de trazer o debate por meio do fotojornalismo e conscientizar para a importância da preservação do meio ambiente e da própria espécie humana.

Participam da mostra: Alan Morici, Andre Penner, Avener Prado, Bruno Kelly, Bruno Santos, Caio Guatell, Carla Carniel, Celso Junior, Edilson Dantas, Ettore Chiereguini, Felipe Beltrame, Gabriela Biló, José Luis da Conceição, Lalo de Almeida, Leonardo Benassatto, Lilo Clareto, Marlene Bergamo, Pedro Chavedar, Rogério Florentino, Tarso Sarraf, Thomaz Vita Neto, Ueslei Marcelino, Werther Santana, Yan Boechat. Participação especial de Rogério Assis.

SERVIÇO
Exposição “Turi”
Abertura: 20 de maio de 2022, às 19h
Período: de 20 de maio à 5 de junho de 2022
Horário: quinta e sexta-feira de 16h às 20h, sábado e domingo de 14h às 19h
Local: Odisseia Casa de Cultura - Alameda Ministro Rocha Azevedo, 463, São Paulo/SP
Informações: www.arfocsp.org.br

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Fotógrafo brasileiro Lalo de Almeida é premiado no World Press Photo

abril 07, 2022 | por Resumo Fotográfico

Lalo de Almeida / Folha de S. Paulo

Pelo segundo ano consecutivo, o fotógrafo brasileiro Lalo de Almeida figura entre os vencedores do World Press Photo, o mais importante prêmio do fotojornalismo mundial. Almeida foi premiado na categoria Projeto de Longo Prazo com a série intitulada “A Distopia Amazônica”. Há mais de 10 anos, o fotógrafo vem registrando a devastação e o massacre que estão acontecendo sobre a maior floresta tropical do planeta e os povos indígenas que habitam a região.
“A Floresta Amazônica está sob grande ameaça, à medida que o desmatamento, a mineração, o desenvolvimento de infraestrutura e a exploração de outros recursos naturais ganham força sob as políticas ambientalmente regressivas do presidente Jair Bolsonaro. Desde 2019, a devastação da Amazônia brasileira está em seu ritmo mais rápido em uma década. Uma área de extraordinária biodiversidade, a Amazônia também abriga mais de 350 grupos indígenas diferentes. A exploração da Amazônia tem uma série de impactos sociais, principalmente nas comunidades indígenas que são obrigadas a lidar com significativa degradação de seu meio ambiente, bem como de seu modo de vida”, descreve a organização do World Press Photo.
A grande vencedora do concurso foi a canadense Amber Bracken com a fotografia intitulada “Kamloops Residential School”. Na imagem, vestidos nas cores vermelho e laranja pendurados em cruzes ao longo de uma estrada fazem homenagem às crianças que morreram na maior escola residencial para estudantes indígenas no Canadá. Em 2021, foi descoberta uma vala comum com restos mortais de 215 crianças nessa antiga escola, encerrada em 1978, na Colúmbia Britânica.

Amber Bracken / The New York Times
Para ver todos os vencedores deste ano, acesse o site da premiação.

sexta-feira, 4 de março de 2022

Fotojornalistas driblam censura para retratar guerra na Ucrânia

março 04, 2022 | por Adriana Vianna

"Quem, hoje, acredita que a guerra pode ser abolida? Ninguém, nem os pacifistas. Esperamos apenas (até agora, em vão) deter o genocídio e fazer justiça àqueles que perpetraram graves violações das leis de guerra (pois existem leis de guerra, a que os combatentes deveriam obedecer) e sermos capazes de pôr fim a guerras específicas impondo alternativas negociadas ao conflito armado. Pode ser difícil dar crédito à desesperada firmeza de propósitos gerada pelo choque subsequente à Primeira Guerra Mundial, quando sobreveio a compreensão da ruína que a Europa trouxera a si mesma. Condenar a guerra como tal não parecia tão fútil ou irrelevante logo após as fantasias contratuais do Pacto Kellogg-Briand de 1928, no qual quinze nações de destaque, entre elas Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Japão, renunciaram solenemente à guerra como instrumento de política nacional; até Freud e Einstein foram atraídos ao debate por meio de uma troca pública de cartas, em 1932, intitulada “Por que guerra?”.
[...]
Não sofrer com essas fotos, não sentir repugnância diante delas, não lutar para abolir o que causa esse morticínio, essa carnificina — para Woolf, essas seriam reações de um monstro moral. E, diz ela, não somos monstros, mas membros da classe instruída. Nosso fracasso é de imaginação, de empatia: não conseguimos reter na mente essa realidade."

Susan Sontag
Trecho do livro Diante da Dor de Outros, 2003.


Lynsey Addario / Instagram

Escolhi o texto de Susan Sontag para refletir porque nele me debruço toda vez que sou convocada pela vida a pensar na guerra e na fotografia de guerra. Sontag sacode a poeira dos olhos, ela desperta o sentido filosófico maior que é refletir na existência. 

Cada pessoa percebe a vida com seus olhos e entende seu valor por seus próprios meios, mas o que sempre está em causa quando assistimos ao excesso de violência é a nossa tolerância. Talvez, a essência do pensamento de Sontag seja nos conduzir a essa reflexão menos superficial de que não suportamos a nossa impotência e nos deixamos anestesiados.

Contudo, a fotografia é a voz que fala por nós, é voz da imagem que corta as aparências, é a voz que percorre o pequeno círculo global e a imensa nuvem virtual para mostrar que somos indignados, queremos denunciar e documentar para chamar a atenção de nós mesmos, de outros, e de Deus, talvez.  

O fotojornalista é aquele que ainda sente espanto diante do inexplicável desencontro entre empatia e responsabilidade social, diante do que é justo e injusto nas ações humanas, diante do que é necessário fazer porque se tem consciência humanitária e o que é feito por vaidade. 

Esses são alguns dos fotojornalistas que estão fotografando na Ucrânia, contrariando a censura da Rússia, que mantem as informações longe das mídias. Em suas redes sociais eles contam detalhes sobre o que veem e fotografam - um relato visual incontestável.


Aris Messinis (@aris.messinis)Fotógrafo grego da Agence France-Presse em Atenas



Brendan Hoffman (@hoffmanbrendan)
Documentarista americano que mora em Kiev, Ucrânia


Brendan Hoffman / Instagram


Chris McGrath (@cmcgrath_photo)
Fotógrafo australiano



Emílio Morenatti (@emilio_morenatti)
Fotógrafo espanhol


Erin Trieb (@erintrieb)
Fotojornalista norte-americana



Evgeniy Maloletka (@evgenymaloletka)
Fotógrafo ucraniano baseado em Kiev



Justyna Mielnikiewicz (@justmiel)
Fotógrafa da Polônia



Lynsey Addario (@lynseyaddario)
Fotojornalista norte-americana



Mstyslav Chernov (@mstyslav.chernov)
Jornalista ucraniano



Mikhail Palinchak (@mpalinchakphoto)
Documentarista e fotógrafo de rua ucraniano



Marcus Yam (@yamphoto)
Fotojornalista malaio



Oksana Parafeniuk (@oksana_par)
Fotógrafa independente de Kiev, Ucrânia



Pete Kiehart (@kiehart)
Fotógrafo freelance com sede em Washington, EUA, atualmente na Ucrânia

Pete Kiehart / Instagram


Wolfgang Schwan (@wolfgang_schwan)
Fotógrafo com sede na Philadelphia, EUA, atualmente na Ucrânia