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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Modelos gerados por computador vão dominar a indústria?

janeiro 30, 2019 | por Cid Costa Neto


Recentemente, pesquisadores da NVIDIA desenvolveram uma rede de inteligência artificial capaz de criar retratos realistas de pessoas que não existem na vida real. Essa nova tecnologia, aliada aos avanços da CGI no desenvolvimento de personagens, levanta algumas questões sobre o papel do fotógrafo no processo de criação de imagem. Em um futuro próximo, fotógrafos podem não ser necessários para imagens de moda. E isso já pode estar acontecendo na fotografia de produtos.

Em um mundo reduzido a pixels, como acontece com a fotografia digital, era apenas uma questão de tempo até que a CGI começasse a alcançar resultados próximos à realidade quando se trata de pessoas. Locações, veículos, explosões, animais e muito mais já aparecem perfeitamente misturados em cenas de filmes, e está se tornando praticamente impossível dizer o que é ou não real. Agora, até mesmo pessoas reproduzidas em CGI estão se tornando cada vez mais realistas.

A exemplo do que acontece no filme Simone, de 2002, em que o produtor Viktor Taransky (Al Pacino) cria uma atriz digital, no Instagram podemos navegar pelo perfil de Imma, uma “modelo virtual” criada pela empresa Modeling Cafe, com sede em Tóquio. Seu nome é um jogo de palavras com “ima”, que significa “agora” em japonês. Percorrendo seu feed no Instagram, é fácil ser enganado ao pensar que as imagens de Imma são na verdade fotografias de uma pessoa real.


Porém, quando você olha para alguns dos detalhes de perto, embora ainda seja muito impressionante, a “perfeição” se torna bastante óbvia. Claro, sua pele obedece a todas as regras como espalhamento de subsuperfície e a luz de fundo no cabelo reage com aconteceria em um cabelo real. Suas roupas também (que também foram aperfeiçoadas em computação gráfica há pelo menos duas décadas) parecem materiais reais e são realistas com dobras e vincos naturais em todos os lugares certos.

Muitos “modelos virtuais” têm aparecido no Instagram nos últimos dois anos. Muitos deles inicialmente pretendem ser pessoas reais. Balmain é uma marca que instantaneamente vem à mente. Mas, mesmo que a tecnologia se torne perfeita nos próximos anos, é provável que ainda leve algum tempo para ser algo acessível para todos. Assim como a Ikea lança catálogos de CGI, muitos outros fabricantes ainda confiam na fotografia, porque é mais ainda é mais fácil e barato.











Artigo publicado originalmente no site iPhoto Channel.

sábado, 17 de março de 2018

Artista usa realidade virtual para recriar a primeira exposição de fotos da história

março 17, 2018 | por Resumo Fotográfico


A primeira grande exposição de fotografia do mundo foi realizada em 1839, quando o cientista britânico e pioneiro da fotografia William Henry Fox Talbot decidiu criar uma mostra para revelar suas impressões fotográficas ao público.

180 anos depois, o artista britânico Mat Collishaw recriou a primeiro exposição fotográfica de Talbot como uma experiência de realidade virtual. Intitulada "Thresholds", a experiência apresenta uma mostra totalmente imersiva, que permite ao visitante interagir de diferentes maneiras com o espaço.


Tudo se encontra dentro de uma sala branca no National Science and Media Museum em Bradford, no Reino Unido. Antes de entrar, o visitante é equipado com um headset de realidade virtual, fones de ouvido e uma mochila. Em seguida, recebe oito minutos para se deslocar pela exposição virtual, em que é possível realmente sentir as estruturas encontradas na sala branca.

Quando o visitante caminha até a lareira no mundo virtual, ele realmente sentirá o calor das chamas e brasas no mundo real. Até seis pessoas podem percorrer a exposição ao mesmo tempo e  elas aparecerão no mundo virtual como "fantasmas" para evitar que elas trombem umas nas outroas. Veja abaixo como os usuários do equipamento de realidade virtual enxergam a sala:



Um vídeo publicado pelo canal BlainSouthern mostra como funciona a experiência:



via iPhoto