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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Página do Resumo Fotográfico é suspensa e excluída do Facebook

novembro 05, 2021 | por Cid Costa Neto

Na última segunda-feira (01), a página do Resumo Fotográfico foi suspensa e posteriormente excluída pelo Facebook devido a um erro de notificação da própria rede social.

Com o fim do ano se aproximando, uma retrospectiva de artigos que deveria ir ao ar apenas em dezembro estava sendo programada através da ferramenta Estúdio de Criação. Dentre as dezenas de publicações sendo programadas, um artigo estampava a foto de uma mulher com o busto nu.


Artigo com trabalho de Dora Maar e Man Ray nem mesmo chegou a ser publicado, mas virou motivo de notificação

Em resposta, a rede social removeu a publicação da grade de programação do Estúdio de Criação e enviou não apenas uma, mas 25 notificações simultâneas sobre o mesmo problema!

Com esse acúmulo absurdo de notificações recebidas em tão pouco tempo, a rede social alegou que “várias publicações feitas no último ano” teriam violado os padrões da comunidade. Recebi um bloqueio de 30 dias na minha conta pessoal, sem poder realizar qualquer ação no Facebook, enquanto a página do Resumo Fotográfico foi retirada do ar e bloqueada por 180 dias!


O Facebook foi enganado por um erro criado por seu próprio sistema de notificações

Contestei o bloqueio, solicitei uma nova revisão e utilizei o recurso do Facebook para informar o erro das notificações que chegaram repetidas, mas não obtive qualquer resposta.

Na quarta-feira (3), ao tentar utilizar novamente a ferramenta Estúdio de Criação, dessa vez para publicar no Instagram (cujo perfil é vinculado ao Facebook), o Resumo Fotográfico já não figurava mais na lista de páginas do Facebook, levando a crer que ela foi definitivamente excluída da rede social sem qualquer aviso ou resposta às minhas contestações.

Com mais de 50 mil seguidores, o Resumo Fotográfico atuou por mais de 10 anos no Facebook, utilizando a rede social como um dos principais canais com o seu público.

Com seus recursos automatizados, as supervisões impessoais e desastradas do Facebook vêm resultando em ações desproporcionais, com bloqueios desnecessários e suspenções arbitrárias que causam prejuízo financeiro e moral para usuários e contas comerciais.

Não é de hoje que o Facebook causa problemas com ações completamente equivocadas. Em 2019, a rede social bloqueou o diretor de um festival por postar fotos de manequins nus.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Diretor de festival de fotografia é bloqueado no Facebook por postar fotos de manequins nus

fevereiro 05, 2019 | por Resumo Fotográfico

Pereira Lopes

O fotógrafo Pereira Lopes, diretor do iNstantes - Festival Internacional de Fotografia de Avintes, teve sua página do Facebook bloqueada após postar fotos da montagem da exposição “A vida efêmera”, da artista Tere Díaz Charlín, na última sexta-feira (1), por supostamente violar as regras da rede.

O bloqueio de usuários pelo Facebook em virtude de nudez tem sido algo comum. O curioso, no entanto, é que as imagens que levaram ao bloqueio de Lopes mostram a nudez de manequins. “Sinceramente isto é surreal. Não tenho palavras!”, desabafou Tere em seu perfil no Facebook.
“O manequim feminino representa, no meu discurso fotográfico, uma simbologia da Eva, da historia bíblica, mulher pecadora. Penso que alguém denunciou essas imagens de nus feminino”, disse Tere ao Resumo Fotográfico.
Lopes estava promovendo as montagens das diferentes exposições da sexta edição do festival, que teve início no dia 1 de fevereiro e segue até 3 de março. Segundo Tere, foi pedida uma revisão para o Facebook, mas a resposta foi de que a imagem “desrespeita as normas comunitárias da rede”.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Facebook censura fotografias de Irving Penn

setembro 11, 2018 | por Resumo Fotográfico


O Facebook já criou diversas polêmicas por censurar obras de arte antes. Desta vez, algumas obras do icônico fotógrafo Irving Penn foram censuradas porque, basicamente, o Facebook entende que elas são pornográficas. Segundo o site DIYPhotography, o fotógrafo Cliff Cheng compartilhou alguns dos retratos tirados por Penn de tribos à beira da extinção e o Facebook os apagou em questão de minutos devido a sua política sobre nudez. Porém, depois de duas revisões, a rede social ainda vê as fotos como inapropriadas.

Cheng visitou a exposição “World’s in a Small Room” na Fahey/Klein Gallery, em Los Angeles. Nas imagens exibidas, Penn usou a luz natural de uma janela para documentar culturas à beira da extinção. Cheng sentiu-se inspirado pelo trabalho e então, quando chegou em casa, fez uma postagem dos retratos de Penn no Facebook. Dois deles tinham mulheres com seios nus, e o Facebook removeu o post em minutos, afirmando que Cheng “violou os padrões da comunidade que não permitem nudez ou atividade sexual”.

Depois de ter apagado o post, Cheng pediu uma revisão e recebeu a mesma resposta: “os padrões da comunidade foram violados”. Ele pediu uma segunda revisão e, mais uma vez, a resposta foi a mesma. Como Cheng escreve, Penn estava documentando culturas que estavam sendo extintas quando o mundo moderno invadiu a cidade.
“Julgar essas culturas extintas com os padrões de 2018 é desrespeitoso com as culturas de outras pessoas, é eurocêntrico”, diz Cheng.
O Facebook determina o que está em suas imagens com a ajuda de inteligência artificial. Porém, mesmo depois de um humano rever as fotos, o post ainda era considerado inadequado, contrariando o que as normas do Facebook dizem sobre nudez:

“Por exemplo, enquanto restringimos algumas imagens de seios femininos que incluem o mamilo, permitimos outras imagens, incluindo as que descrevem atos de protesto, mulheres ativamente engajadas na amamentação e fotos de cicatrizes pós-mastectomia. Também permitimos fotografias de pinturas, esculturas e outras artes que retratam figuras nuas”.

Em 2013, o Facebook censurou uma foto de Sebastião Salgado, publicada pelo site Rue89. A foto mostra um grupo de mulheres da tribo Zo’e, do Pará, e acompanhava a notícia da abertura da exposição “Genesis” na Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris. Mais recentemente, em setembro de 2016, o Facebook censurou a fotografia histórica “Napalm Girl”, tirada pelo fotógrafo Nick Ut em 1972 que mostra uma jovem nua queimada durante a guerra do Vietnã, publicada na página do escritor Tom Egeland.

via iPhoto

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Convocatória reúne fotografias censuradas nas redes sociais

outubro 26, 2017 | por Resumo Fotográfico

A imagem da estátua de Netuno, em Bolonha, Itália, já foi censurada pelo Facebook

Atualmente, fotógrafos e editores têm sofrido com a censura na internet diante das mais diferentes publicações. Muitas vezes, imagens artísticas e até históricas, como a icônica foto "Napalm Girl", são arbitrariamente censuradas por redes sociais como o Facebook.

Para debater essa questão, o Resumo Fotográfico está abrindo as inscrições para a terceira edição da Convocatória Garagem com a temática “Censuradas”. A proposta é reunir imagens que foram removidas das redes sociais para uma exposição virtual que terá abertura no dia 2 de dezembro.

A inscrição é gratuita e pode ser feitas até o dia 26 de novembro de 2017. Cada participante pode enviar até 3 fotografias no formato JPG, com resolução de 1500 pixels no lado maior, sem montagem (marca, moldura ou censura). O resultado será anunciado no dia 2 de dezembro.

Seleção e premiação

Serão selecionadas 24 obras no total, que serão expostas em nossa galeria virtual. A abertura da mostra vai acontecer no dia 2 de dezembro. A partir daí, os autores das três fotos mais populares até o dia 10 de dezembro ganharão cursos online do canal iPhoto Play.

Inscrições
  1. Escolha de 1 a 3 fotografias suas que tenham sido censuradas em qualquer rede social;
  2. Dê saída nos arquivos com a resolução de 1500 pixels no lado maior;
  3. Renomeie os arquivos no seguinte formato: NOME-DO-AUTOR_Título_Cidade_Ano.JPG;
  4. Encaminhe os arquivos das fotos acompanhados de uma descrição do trabalho para o email garagem@resumofotografico.com, com o assunto "Convocatória Garagem #3 - Censuradas".

Leia o regulamento completo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fotógrafos protestam contra censura na Coreia do Sul

novembro 28, 2016 | por Resumo Fotográfico

AFP/Reprodução

Na última quarta-feira (23), fotógrafos sul-coreanos protestaram contra a decisão do Ministério da Defesa de não permitir tirar fotos da assinatura de um tratado de intercâmbio de inteligência militar entre a Coreia do Sul e o Japão. Os repórteres colocaram suas câmeras no chão enquanto o embaixador japonês Yasumasa Nagamine entrava na sede do ministério para a cerimônia de assinatura, em Seul.

via Arfoc-SP

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Instagram censura fotógrafa de moda

outubro 04, 2016 | por Resumo Fotográfico

Harley Weir, uma das fotógrafas de moda mais destacadas do mundo, voltou a ter problemas com o Instagram. A conta foi bloqueada por a artista ter colocado uma foto considerada "ofensiva e inapropriada".
Detalhe da foto censurada (Reprodução)

Harley Weir, uma das fotógrafas de moda mais reconhecida internacionalmente, voltou a ter problemas com o Instagram. Desta vez, a fotógrafa teve a sua conta bloqueada por ter colocado uma foto considerada “ofensiva e inapropriada”.

Esta fotógrafa já tinha tido problemas nesta rede social, quando publicou uma das imagens da campanha publicitária da Calvin Klein. Em abril de 2016 a marca partilhou esta imagem, mas o Centro Nacional de Exploração Sexual pediu logo para que fosse retirada uma vez que, na sua opinião, ela “exalta e promulga o assédio sexual”.

O último caso da polémica que envolve Harley Weir diz respeito a uma fotografia de uma mulher nua com as coxas ensanguentadas que está em cima de palha. Segundo o jornal El Mundo, Weir decidiu deixar a natureza “fazer a sua magia”, ilustrando uma situação da vida real das mulheres. Esta fotografia foi considerada “ofensiva e inapropriada” e por isso o Instagram foi mais longe e não só retirou a foto como suspendeu a conta da fotógrafa.

Uma foto publicada por HARLEY (@harleyweir) em


Os colegas e adeptos da fotógrafa não gostaram da atitude da rede social e fizeram várias publicações com a hashtag #BringBackHarleyWeir. Os defensores da artista reconhecem que é difícil controlar o conteúdo de milhões de publicações, mas garantem que os responsáveis deviam diferenciar um trabalho que visa a mostrar a beleza, sem filtros, do material que é realmente grotesco e perturbador.

O Instagram já respondeu a esta polémica admitindo o erro ao suspender Harley Weir. A rede social já voltou a ativar a conta da fotógrafa.

do Observador

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Abusada e Censurada

setembro 21, 2016 | por J.Goffredo

Obra em exposição na Casa da Cultura de Paraty foi removida sem explicações
Protesto feito pelo fotógrafo Phelipe Paraense em resposta à censura da exposição

Uma das funções da arte é provocar o debate, expor questões, transgredir, fazer pensar etc. Neste sentido foi criado o trabalho fotográfico "Abusada" por Phelipe Paraense e a sua turma de alunos de fotografia. É um trabalho de nu que expõe o machismo, os abusos, especialmente os verbais, aos quais as mulheres são expostas com frequência.

O trabalho "Abusada" é um corpo nu, que na realidade é um conjunto de vários pedaços de corpos nus, de várias mulheres, não precisamente encaixados, que são anônimas no trabalho. Quem vê o trabalho não sabe quem são as modelos, e qual parte é de cada modelo. A ideia é manter o anonimato, que pode significar qualquer uma, e ao mesmo tempo todas, tal como o Severino do poema de abertura da obra Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Em cada parte tem uma mensagem escrita, que é alguma frase machista comumente associada a esta parte, que muitos homens costumam falar para mulheres.

As alunas da turma de fotografia, além de fotografar, ficaram incumbidas de escolher as frases (algumas vindas de experiências pessoais), e talvez algumas das alunas até estejam entre as modelos, mas só elas sabem.

É um trabalho provocador que tive a honra de não só conhecer, como estar na reunião na qual ele foi proposto, e participar daquele primeiro debate.

Durante a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) ele, e outros trabalhos igualmente provocadores, foram apresentados na Casa da Cultura de Paraty, sem qualquer incidente, e pude ver o resultado. Estava em uma sala de fácil acesso ao público. Agora, durante o Paraty em Foco, foi recolocado em exposição, mas desta vez na cafeteria da Casa de Cultura de Paraty.

Na manhã de sábado (17/09) ele foi retirado sem avisar ao professor de fotografia, o Phelipe Paraense, e nem aos alunos dele. Eles souberam do fato por terceiros. Existem muitas informações desencontradas, mas uma delas diz que o trabalho foi retirado por conter nudez e estava exposto onde crianças poderiam ver, e alguns pais não gostaram disto. Em discussões no Facebook existem muitas opiniões favoráveis ao trabalho, e contra a retirada de exposição, inclusive por gente da curadoria de arte da Casa de Cultura, onde o Paraty em Foco acontecia. Parece que um dos curadores da Casa de Cultura que pediu a retirada de exposição do trabalho, sem consultar os autores e os outros curadores de arte, os autores e mais ninguém.

Nenhuma das informações até agora apontam qualquer relação entre a organização do evento do Paraty em Foco e a retirada deste trabalho de exposição, apesar desta exposição estar acontecendo no mesmo prédio em que acontecia uma boa parte do Paraty em Foco.

O fotógrafo Phelipe Paraense publicou a seguinte nota às 21:45 do dia 19, dois dias depois de censura, com uma "versão censurada" do trabalho:



Quem é apontado como responsável pela censura pouco se manifestou pelas redes sociais. Aparentemente só se manifestou contra o protesto mostrado na primeira foto do texto. Quando indagado por detalhes ele não respondeu. Caso tenha uma resposta, será feita uma atualização informando assim que possível.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Facebook censura fotografia histórica e causa polêmica

setembro 09, 2016 | por Resumo Fotográfico

Editor do jornal mais vendido na Noruega, Aftenposten, criticou Mark Zuckerberg depois que a rede social apagou uma fotografia e uma publicação da página do diário


O incidente começou na página do escritor Tom Egeland, que há algumas semanas partilhou a famosa imagem conhecida como Napalm Girl, tirada pelo fotógrafo Nick Ut em 1972 que mostra uma jovem nua queimada durante a guerra do Vietnã. O Facebook removeu a imagem por conter nudez e bloqueou o acesso do escritor à sua página durante 24 horas.

O jornal Aftenposten publicou uma notícia sobre o caso e também teve a fotografia e publicação apagadas pelo Facebook. O jornal recebeu um e-mail da rede social pedindo para que o conteúdo fosse censurado ou apagado, por violar as regras. Porém, antes que pudesse responder, as publicações foram removidas.

Em resposta ao Facebook, o jornal publicou uma carta aberta do editor-chefe, Espen Egil Hansen, dirigida ao fundador da rede social na primeira página da edição desta sexta-feira. Hansen critica o fato da rede social não conseguir distinguir imagens de abusos sexuais e “famosas fotografias de guerra”, acusa Zuckerberg de “abuso de poder” e afirma que, sendo um dos trabalhos da imprensa reportar imagens consideradas desagradáveis, não é um algoritmo que deve decidir o que pode ou não ser publicado.

Fonte: TVI 24

domingo, 4 de setembro de 2016

Exposição fotográfica é censurada em Florianópolis

setembro 04, 2016 | por Resumo Fotográfico

Fotografia do projeto "Divas Brasileiras", de  Carol Medeiros

Um dia após ter sido inaugurada, a exposição "Divas Brasileiras" da fotógrafa Carol Medeiros, foi retirada do hall de entrada do Teatro Pedro Ivo, no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, em Florianópolis. O motivo teria sido o conteúdo sensual das imagens, que foram consideradas inapropriadas pela organização do Centro. A exposição deveria permanecer em cartaz até o dia 9 de setembro.

No início de julho, Carol foi convidada para fazer a exposição e teve liberdade para escolher as imagens. Um dia após a abertura, que aconteceu no dia 31 de agosto, a fotógrafa recebeu uma ligação solicitando a retirar das obras. "Recebi a informação que o alto escalão considerou as fotos sensuais demais, alegando que ofendiam os bons costumes", conta a fotógrafa. "Acredito que foi uma falta de respeito comigo e todas as modelos expostas."

"Não acredito que minhas fotos possam ofender ninguém. O que mais me preocupava era a reação das modelos, esposas, mães, mulheres guerreiras que se permitiram estar ali expostas, que na noite anterior estavam com seus maridos, pais, filhos e amigos brindando a exposição, que convidaram os amigos, como informar a elas que agora saber que elas estavam sendo censuradas pelo mesmo local que as acolheu."

Segundo Carol, o projeto tem o intuito de aflorar a sensualidade de cada mulher, independente de quem ela é. "Esse projeto é uma maneira de provar que todas temos o direito de nos sentirmos lindas, através de imagens sensuais", explica a fotógrafa. "A imagem da mulher comum, que descobre que pode ser sensual sim, dona de si ofende."

Após sofrer com a censura, a fotógrafa agora procura apoio para encontrar um novo local para a exposição e para seguir adiante com o projeto.

sábado, 12 de março de 2016

A censura foi longe demais?

março 12, 2016 | por Resumo Fotográfico

Com a mistura de uma estética pornô setentista e uma paródia com os ícones utilizados nas redes sociais e aplicativos de mensagens, a fotógrafa londrina Steph Wilson criou um ensaio para a revista Dazed & Confused, discutindo a censura na internet.

Steph conta um pouco sobre a série intitulada EMOJI: " Essa é uma ideia que estava borbulhando há algum tempo. Eu lembro de ter visto uma foto impressionante no instagram da minha amiga Eleanor Hardwick de seu namorado, nu, sobre um penhasco. A bunda dele estava censurada bunda com um emoji que simulava uma faísca. Aquilo me fez rir ao mesmo tempo que me deixou terrivelmente frustrada por uma imagem tão linda e artística precisar daquele tipo de censura. Eu quis trabalhar sobre esse tema, então usei emojis como censura artística."

















Fonte: Dazed (via Ideafixa)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Facebook bloqueia o editor do Resumo Fotográfico (de novo)

janeiro 22, 2016 | por Resumo Fotográfico


Na tarde desta sexta-feira (22) o editor do Resumo Fotográfico, Cid Costa Neto, foi bloqueado no Facebook por compartilhar em nossa fanpage um link para o site Hypeness, que apresenta o trabalho do fotógrafo Hugo Fagundes.

O projeto intitulado "Inversão Oculta", foi realizada em um matadouro abandonado localizado em Limeira, no interior de São Paulo, e simular a fila de um abate animal, porém com personagens humanos. Nas imagens, é possível ver parte do seio feminino e nádegas expostas, o que pode ter sido o motivo do bloqueio de 30 dias.

Embora os Padrões da Comunidade do Facebook sejam rígidos em relação a nudez, segundo eles são permitidas "fotos de pinturas, esculturas e outras obras de arte que retratem figuras nuas" além de fazer exceção "quando a publicação do conteúdo se der por motivos educativos, humorísticos ou satíricos".

Bloqueios recorrentes

Não é a primeira vez que somos bloqueados por compartilhar conteúdo artístico que contém nudez. O primeiro bloqueio foi no final de 2013, quando publicamos de uma foto da série "Pan Azul", obra do artista brasileiro Gal Oppido e ficamos 24 horas sem poder atualizar a página. No ano passado, recebemos um bloqueio de três dias devido a publicação de um link para o ensaio "Garden of Memories", da fotógrafa Jenny Boot.

Desde o primeiro caso, seguimos pisando em ovos quando o assunto é nudez, mas acabamos vez ou outra tropeçando nesses bloqueios sem qualquer critério e com prazos absurdos.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cantora tem capa de álbum censurada pelo Facebook

setembro 15, 2015 | por Resumo Fotográfico

No último sábado (12), a imagem do novo álbum da cantora Karina Buhr, “Selvática” - que será lançado dia 29 de setembro -, foi censurada e removida de sua página no Facebook. A foto realizada por Pri Buhr, irmã de Karina, mostra a artista  com o busto nu e os seios a mostra.

Após a remoção, centenas de pessoas passaram a postar comentários ou compartilhar fotos com os seios à mostra, em apoio à cantora.

Matilda Azevedo, amiga da cantora, postou novamente a foto com um depoimento:
“A capa maravilhosa do disco novo de Karina Buhr foi censurada aqui no Facebook. As coisas por aqui só são censuradas quando alguém as denuncia. O corpo da mulher é objeto na TV, no cinema, na rua. Todo filme tem pelo menos uma mulher nua em alguma cena, enquanto o homem está sempre coberto. Essa nudez pode ter motivo, e quando tem é lindo, assim como seria a nudez do homem, mas normalmente não é o caso. Os comerciais de cerveja vendem seu produto através de mulheres de biquíni e ninguém parece se importar com isso também. As pessoas só se importam com lindas imagens que passam uma mensagem importante. Meu amigo Mozart é diariamente censurado aqui por divulgar fotos de suas telas com mulheres nuas. Com Karina não foi diferente. Uma linda imagem que passa muito mais do que um peito nú, que passa uma mensagem tão importante, não é aceita, ofende. A hipocrisia é um prato que se come no café da manhã, no almoço e no jantar”
Em matéria do site G1, Karina comentou o ocorrido. “Achava que o Facebook poderia tirar a foto, bloquear meu perfil ou até a página, como já aconteceu outras vezes, por exemplo, com o fanzine digital 'Sexo Ágil', que faço desde 2012 e onde sempre tem peitos. Mas não deixaria de postar a capa do meu disco, nem meus desenhos, nem nada, por conta disso.”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Editor do Resumo Fotográfico é bloqueado pelo Facebook

julho 06, 2015 | por Resumo Fotográfico


Na última quinta-feira (2), nosso editor recebeu um bloqueio de três dias no Facebook devido a publicação de um link para o ensaio Garden of Memories, da fotógrafa Jenny Boot.

Não é a primeira vez que passamos por essa situação. No final de 2013 nossa página recebeu um bloqueio pela publicação de uma foto da série “Pan Azul”, obra do artista brasileiro Gal Oppido. Desde então, seguimos pisando em ovos e evitamos publicar qualquer conteúdo com nudez.

Em Agosto do ano passado, no entanto, recebemos um bloqueio de 24 horas por causa de um link (publicado em Junho) para uma notícia do jornal lusitano O Público, ilustrado pela filha de Bruce Willis fazendo topless nas ruas de Nova York, em protesto.

terça-feira, 17 de março de 2015

Capa de disco sofre censura de fabricantes por conter nudez

março 17, 2015 | por Resumo Fotográfico


O álbum "BLAM! BLAM!", do carioca Jonas Sá, estava previsto para ser lançado em junho de 2014, mas por conta do polêmico projeto gráfico, recebeu a negativa de três fábricas de CDs. Elas alegaram terem medo de perder a clientela gospel por causa da capa, fotografada por Jorge Bispo, com arte de Júlia Rocha e do argentino Molokid.

"Agora que o mundo explodiu numa modernização louca e todo mundo se assumiu capitalista, a censura passou a ser baseada no dinheiro. As fábricas não rejeitam a arte do disco por moralismo, mas, sim, pelo risco de perder dinheiro do público da música gospel. Se o conteúdo mais vendido fosse o naturista, eu não teria nenhum problema", disse o músico ao jornal O Globo.

Uma das empresas que rejeitaram o projeto alegou que podia enviar, por engano, uma caixa do álbum do carioca para um cliente que tinha feito o pedido de discos gospel e, por isso, perder o contrato, uma vez que o segmento religioso é o que mais vende mídia física atualmente.

"Quando pensei na capa, eu não estava tentando romper barreiras do moralismo ou algo do tipo. O lance é que aquela imagem é tão forte no sentido de brasilidade, já que é uma mulata com uma pose que remete à coisa do samba, de empinar a bunda como parte do ato de sambar, junto com todo o tratamento de arte feito pela Júlia, remetendo aos anos 80... Por isso fiz questão de que tivesse pelos pubianos. Ali, a gente está falando da beleza e da crueza, que estão presentes no álbum", comentou.

O encarte de "BLAM! BLAM!" também segue a linha da capa. Inspirado em revistas de pornografia de baixo custo das décadas de 1970 e 1980, conta com dois homens nus e muitos seios. Na colagem feita por Molokid, um dos homens recebeu um cacho de bananas estrategicamente posicionado na região púbica.

O disco só conseguiu ser finalizado após a empresa Ponto4 Digital aceitar prensá-lo. O lançamento acontece em Abril, pelo selo Coqueiro Verde.

Fonte: O Globo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Censura do Facebook e dia mundial da fotografia de castigo

agosto 19, 2014 | por Cid Costa Neto



Em pleno dia mundial da fotografia, o Resumo Fotográfico foi colocado de castigo pelo Facebook. Na virada de segunda para terça, a nossa página na rede social recebeu um bloqueio de 24 horas por "violar os padrões da comunidade".

De acordo com aviso da rede, o motivo para o bloqueio foi a publicação (feita em Junho) de um link para uma notícia do jornal lusitano O Público, que - ironicamente - discorria sobre a censura nas redes sociais, mais especificamente no Instagram. O artigo é ilustrado pela filha de Bruce Willis fazendo topless nas ruas de Nova York, em protesto.

Não é a primeira vez que caímos nessa situação. No final do ano passado, também recebemos um bloqueio pela publicação de uma foto da série "Pan Azul", obra do artista brasileiro Gal Oppido. Desde então, seguimos pisando em ovos e evitamos publicar através da rede social, qualquer conteúdo com nudez, mesmo que de cunho artístico. O que impressionou, no entanto, é que a imagem que está sendo motivo de bloqueio não estava na nossa página, mas sim em outro site. Foi feita apenas a publicação do link da postagem.

De qualquer forma, fica a pergunta: Qual o sentido de censurar em uma rede social, uma nudez que não possui qualquer conotação sexual e que é aceita em público?

Feliz dia da fotografia aos colegas!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Festival promove debate sobre a censura nas redes sociais

julho 08, 2014 | por Resumo Fotográfico

Marina Bitten
No dia 19 de julho, será realizado em São Paulo o debate "Bloqueando o Tabu: a censura está no seu ciclo social", que pretende discutir a exposição do corpo e a censura nas redes sociais.

"A diferença entre pornografia e nudez? Não é de hoje que o questionamento sobre o que é pornografia e o que é nudez assombra a nossa sociedade. Sendo assim, essas indagações foram ampliadas nas redes sociais. Porque uma obra que sai do museu e vai parar na timeline é censurada? Porque a foto de duas pessoas se beijando é indecência? Qual a diferente entre o nu artístico e o erotismo?"

O debate terá as participações dos fotógrafos Guilherme Castoldi e Marina Bitten, das artistas performáticas T. Angel e Emilia Aratanha, com mediação de Kauira Grillo,Social Media do site Catraca Livre.

O evento faz parte das programações do youPIX Festival, o maior festival de cultura de internet do Brasil, que ocorre de 17 a 19 de julho, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. As participações são gratuitas.

SERVIÇO

Bloqueando o Tabu: a censura está no seu ciclo social
Data: 19 de julho
Horário: de 17h às 18h
Local: Pavilhão da Bienal - Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº - Portão 3, Parque Ibirapuera, São Paulo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Facebook censura e bloqueia página do Resumo Fotográfico

dezembro 08, 2013 | por Cid Costa Neto

Obra de Gal Oppido foi removida por ser considerada imprópria


Neste sábado (7) a página do Resumo Fotográfico no Facebook recebeu um bloqueio de 24 horas e teve a conta ameaçada devido a publicação de uma foto da série "Pan Azul", obra do artista brasileiro Gal Oppido, onde um seio está a mostra.

A foto foi publicada há aproximadamente 5 meses, para divulgar a abertura de uma exposição fotográfica sobre nu artístico e estava na galeria da página. Segundo administração da rede social, a imagem viola os "padrões da comunidade".

Além da censura da imagem, controversa por si só, ficamos impedidos de fazer a divulgação de qualquer outro assunto. Com isso, algumas notícias ficaram restritas ao site. O artigo em homenagem a Nelson Mandela, publicado no mesmo dia, por exemplo, não pôde ser divulgado na rede social, assim como qualquer outra publicação feita até as 18h deste domingo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Censura do Pinterest

maio 21, 2013 | por Cid Costa Neto

Rede social remove imagens com nudez e recebe críticas de seus usuários

Fotografia de Gabriele Rigon removida pelo Pinterest.
Quando descobri o Pinterest - uma rede social que permite colecionar e compartilhar (ou não) diversos tipos de imagens, seja de outros sites ou próprias - pensei que seria uma maneira de ampliar e manter em ordem minha iconografia, sem precisar de copiar imagens para meu HD.

Infelizmente, depois de pouco tempo de uso, passou a chegar frequentemente em meu e-mail a mensagem: "Removemos um de seus pins no Pinterest". Isso porque entre os meus pins, a grande maioria é de fotografias de nu artístico. Uma vertente a qual sou admirador e adepto desde a época de habilitação em fotografia na faculdade de artes plásticas.

Segundo a equipe da rede social, a remoção das imagens acontece porque muitas pessoas utilizam o site no trabalho e junto com suas famílias. Segundo a política de uso aceitável do site, nenhum tipo de nudez é aceita e, além de deletar a imagem, me convidam a remover outras fotos que possam ser semelhantes.

Muitas pessoas sequer leêm a política dos sites que utilizam, mas seja por que não leram ou porque resolveram simplesmente ignorar essa questão, o fato é que o Pinterest está cheio de usuários que possuem painéis com  fotografias de nu, sendo a grande maioria - até onde pude ver - trabalhos de arte. Na minha lista, inclusive, foram deletadas fotos de de artistas como a dupla Mert Alas e Marcus Piggott, Imogen Cunningham, Jan Scholz, Gabriele Rigone, entre outros. A grande irônia é que na semana passada, o próprio Pinterest me enviou uma sugestão de foto de nu, através do seu e-mail semanal.

No mês passado, o comunicólogo, diretor de jornalismo e escritor Adriano Silva, publicou em seu blog, Manual de Ingenuidades, uma carta que ele enviou ao Pinterest, a respeito dessa censura, após ter uma foto de um de seus painéis deletada. Segundo ele, a política sobre nudez da rede social é "absolutamente arcaica, obsoleta, conservadora, antiliberal, não democrática e tendenciosa".

"Eu gostaria de concordar com a sua política sobre conteúdo 'nocivo'. No entanto, 'nocivo' é um conceito muito subjetivo. As imagens que você rudemente excluiu de um dos meus paineis, ultimamente, sem a minha autorização, representam beleza para mim. Elas me inspiram. Elas fazem o meu dia melhor. Elas deleitam meus olhos e meus sentidos. Eles derramam uma luz boa sobre a minha vida – incluindo a minha saudável vida sexual."

Adriano acrescenta ainda que a imagem deletada se encontrava em um painél bloqueado, que só ele podia acessar e afirma que mesmo que estivessem em um painel aberto, bastaria que a pessoa que não está de acordo com a nudez, deixe de seguí-lo. Leia a carta na integra.

Muitos outros usuários, insatisfeitos, criaram painéis dedicados a denunciar a censura da rede social, intituladas "Censored" ou "Erased by Pinterest", onde são colecionadas imagens removidas e outras que reprovam a censura. Com uma visão muito parecida com a do Adriano, onde vejo na nudez um simbolo de sinceridade, que está fortemente ligada a minha sexualidade e, por consequência, inspiração e criatividade, resolvi criar também um painél com as fotos removidas pelo Pinterest, como uma forma de me manifestar contra essa censura.